domingo, 28 de setembro de 2014

Voto Nulo e Voto em Branco: Como Funcionam

Texto: Ana Luiza Schuch e Yago Moreira

Durante o período eleitoral são feitas diversas pesquisas para designar qual candidato está à frente na corrida presidencial. Diante disso, um dos aspectos que mais chama atenção nesse cenário é o número expressivo de votos brancos e nulos ao final da eleição.
Segundo o glossário disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voto nulo é aquele em que o eleitor digita na urna eletrônica um número que não corresponda a nenhum candidato. Ele é apenas registrado para fins estatísticos e não é computado como um voto válido. Já voto em branco é aquele que o eleitor não expressa preferência por nenhum candidato, ele acontece quando a pessoa pressiona a tecla “Branco” e confirma. Este também não é considerado voto válido.
Há um mito que diz que se mais de 50% dos eleitores votarem branco ou nulo, a eleição será invalidada. Entretanto, o art. 77, parágrafo 2 da constituição de 1988 diz que é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluindo brancos e nulos. Portanto, não é possível anular o pleito nesse caso.

A equipe do Viés Jornalístico foi às ruas e entrevistou algumas pessoas para saber a opinião popular sobre essa atitude em relação ao voto:

“Eu acho que, se a pessoa não se sente representada por nenhum dos candidatos, não tem problema, mas é muito mais construtivo votar, nesses casos, no ‘menos pior’.” Calvin Cousin, 18 anos, estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

“Em minha opinião, quem abre mão do próprio voto negligencia um direito pelo qual muitos lutaram anos atrás. Além do mais, um representante político não representa unicamente aqueles que nele votaram, mas sim toda a população. É uma decisão grande demais para ser tratada como algo facultativo. Vendo a questão do voto obrigatório deste ponto de vista, me coloco contra a opção do voto nulo/branco.” Leonardo Ribeiro, 18 anos, estudante de Letras na Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Acesse também nosso Twitter e nossa Página no Facebook

         
        

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Educação no campo: Um projeto de inclusão

Texto: Ana Luiza Schuch
Fotografia: Ana Luiza Schuch e Yago Moreira 
Revisão: Yago Moreira




Na última quinta-feira (11/09), a equipe do Viés Jornalístico visitou a sede do curso especial de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e conversou com alunos e coordenadores do Programa Especial de Formação de Recursos Humanos e Formação no Campo. O projeto teve início em 2011 e visa alunos oriundos da Reforma Agrária e filhos de assentados de todo o país. Hoje com duas turmas, tem como principal objetivo a formação e capacitação de profissionais para atuar em suas comunidades. O projeto faz parte do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que abrange diversas áreas em todo o país. 

As Turmas Especiais de Veterinária são uma realização da UFPel juntamente com o Incra, As aulas seguem o currículo da Universidade, que também fornece as estruturas de moradia, salas de aula e professores. Alimentação, transporte, materiais para aula prática e de laboratório são fornecidos pelo PRONERA.


O alojamento dos estudantes é localizado no ginásio da antiga AABB
O curso é sediado no prédio da antiga AABB, onde os alunos estudam e moram. Além do currículo básico da graduação, eles têm formação política de acordo com o método pedagógico do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Os estudantes fazem sua própria gestão interna. São organizados em Núcleos de Base, que dividem as tarefas de manutenção do espaço, como limpeza e alimentação. Além disso, cada turma possui um casal de coordenadores.




O Tempo Escola dos alunos dura em torno de 13 semanas por semestre
"Os cursos do PRONERA são dividos em Tempo Escola e Tempo Comunidade. Um período em que eles ficam aqui para assistir às aula e outro em que eles voltam ao assentamento para aplicar o que aprenderam." explica a coordenadora pedagógica Cátia Faria Gonçalves. "Nosso objetivo é que além da formação técnica como Médicos Veterinários eles tenham uma formação política voltada ao assentamento."





O estudante e coordenador da Turma 2, Marco Antônio, ressalta a importância do projeto; "O projeto é muito válido. Sem ele a maioria de nós não teria condição de fazer esse curso. A demanda nos assentamentos é muito grande, onde moro há cerca de 1200 famílias e nenhum veterinário."

"Nenhum povo é dono do seu destino, se antes não for dono da sua cultura"

Acesse também nossa página no Facebook e nosso Twitter.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Apresentação

O Viés Jornalístico é um blog informativo criado por Yago Moreira e Ana Luiza Schuch, estudantes de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e tem por objetivo levar ao leitor uma informação de qualidade e sob um ponto de vista alternativo, sem deixar de lado a seriedade e o comprometimento com o leitor. 

Acompanhe também nossa página no facebook e Twitter.