Texto: Ana Luiza Schuch e Yago Moreira
Durante o
período eleitoral são feitas diversas pesquisas para designar qual candidato
está à frente na corrida presidencial. Diante disso, um dos aspectos
que mais chama atenção nesse cenário é o número expressivo de votos brancos e nulos ao final da eleição.
Segundo o
glossário disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voto nulo é aquele em que o
eleitor digita na urna eletrônica um número que não corresponda a nenhum
candidato. Ele é apenas registrado para fins estatísticos e não é computado como
um voto válido. Já voto em branco é aquele que o eleitor não expressa preferência
por nenhum candidato, ele acontece quando a pessoa pressiona a tecla “Branco”
e confirma. Este também não é considerado voto válido.
Há um mito que
diz que se mais de 50% dos eleitores votarem branco ou nulo, a eleição será
invalidada. Entretanto, o art. 77, parágrafo 2 da constituição de 1988 diz que é
eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluindo brancos e
nulos. Portanto, não é possível anular o pleito nesse caso.
A equipe do Viés Jornalístico foi às ruas e entrevistou algumas pessoas para saber a opinião popular sobre essa atitude em relação ao voto:
“Eu acho que, se a pessoa não se sente representada por nenhum dos candidatos, não tem problema, mas é muito mais construtivo votar, nesses casos, no ‘menos pior’.” Calvin Cousin, 18 anos, estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
“Em minha opinião, quem abre mão do próprio voto negligencia um direito pelo qual muitos lutaram anos atrás. Além do mais, um representante político não representa unicamente aqueles que nele votaram, mas sim toda a população. É uma decisão grande demais para ser tratada como algo facultativo. Vendo a questão do voto obrigatório deste ponto de vista, me coloco contra a opção do voto nulo/branco.” Leonardo Ribeiro, 18 anos, estudante de Letras na Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
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