Texto: Ana Luiza Schuch
Fotografia: Ana Luiza Schuch e Yago Moreira
Revisão: Yago Moreira
Revisão: Yago Moreira
Na última quinta-feira (11/09), a equipe do Viés Jornalístico visitou a sede do curso especial de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e conversou com alunos e coordenadores do Programa Especial de Formação de Recursos Humanos e Formação no Campo. O projeto teve início em 2011 e visa alunos oriundos da Reforma Agrária e filhos de assentados de todo o país. Hoje com duas turmas, tem como principal objetivo a formação e capacitação de profissionais para atuar em suas comunidades. O projeto faz parte do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que abrange diversas áreas em todo o país.
As Turmas Especiais de Veterinária são uma realização da UFPel juntamente com o Incra, As aulas seguem o currículo da Universidade, que também fornece as estruturas de moradia, salas de aula e professores. Alimentação, transporte, materiais para aula prática e de laboratório são fornecidos pelo PRONERA.
| O alojamento dos estudantes é localizado no ginásio da antiga AABB |
O curso é sediado no prédio da antiga AABB, onde os alunos estudam e moram. Além do currículo básico da graduação, eles têm formação política de acordo com o método pedagógico do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Os estudantes fazem sua própria gestão interna. São organizados em Núcleos de Base, que dividem as tarefas de manutenção do espaço, como limpeza e alimentação. Além disso, cada turma possui um casal de coordenadores.
| O Tempo Escola dos alunos dura em torno de 13 semanas por semestre |
"Os cursos do PRONERA são dividos em Tempo Escola e Tempo Comunidade. Um período em que eles ficam aqui para assistir às aula e outro em que eles voltam ao assentamento para aplicar o que aprenderam." explica a coordenadora pedagógica Cátia Faria Gonçalves. "Nosso objetivo é que além da formação técnica como Médicos Veterinários eles tenham uma formação política voltada ao assentamento."
O estudante e coordenador da Turma 2, Marco Antônio, ressalta a importância do projeto; "O projeto é muito válido. Sem ele a maioria de nós não teria condição de fazer esse curso. A demanda nos assentamentos é muito grande, onde moro há cerca de 1200 famílias e nenhum veterinário."
| "Nenhum povo é dono do seu destino, se antes não for dono da sua cultura" |
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